Como Transmitir Valores Aos Nossos Filhos (Sem Julgamentos)

Faz Scroll

Há alguns dias num dos grupos de alunos da Dharma5 surgiu uma pergunta sobre valores que achei interessante partilhar contigo aqui no blogue.

A questão surgiu de uma aluna do Curso de Mindfulness, mas é uma questão que milhares de pais fazem todos os dias e tu podes ser um deles.

Por isso aqui fica a pergunta:

“Estou confusa: se são os valores que nos permitem viver em sociedade, ou mais simplesmente, viver em harmonia connosco mesmos. Como vamos mostrar esse caminho aos nossos filhos sem julgar?

Por exemplo, se mentirem ou se “roubarem” algo no supermercado?

Aqui entram muito os julgamentos do “certo e errado”

Como educar correctamente os nossos filhos, ou melhor, como transmitir correctamente os valores aos nossos filhos sem julgar? Ou seja, como viver sem os julgamentos de certo/errado?“

 

Deixo-te a resposta que a Mikaela Övén, autora do livro “Educar com Mindfulness” deixou no grupo:

 

Será que temos de ensinar ‘certo e errado’ (aquilo que pessoalmente achamos certo e errado) utilizando palavras, tom de voz e castigos?

Como farias se estivesses na Índia e quem roubou o chocolate foi um menino que come dia sim dia não?

Utilizando um pressuposto da PNL ‘cada pessoa faz o melhor que pode com os recursos que tem disponível a cada momento’ ajuda muito.

Não-julgar não quer dizer que não há consequências em relação aos actos.

O que achas que aconteceria se tu apenas dissesses:

“Um chocolate aqui? Hmm, não me parece que pagamos por esse chocolate. Vamos voltar à loja para pagar e pedir desculpa pelo engano.”

Sem dares lições de moral?

Assim, curto, direto e agindo logo.

Temos muito a ideia na educação que temos de dar lições de moral e que se uma criança errar tem de ‘sofrer’. Ou seja julga-se propositadamente e de uma forma dura.

Eu acredito profundamente que a criança sentir-se amada independentemente dos seus actos é que a vai por em conexão com o seu interior onde ela sabe já o que é o ‘certo e errado’ e tal como ela está a ser amada e respeitada com todas as suas imperfeições, ela vai olhar para os outros da mesma forma.

E assim acredito que conseguiremos virar esta espiral negativa onde a nossa sociedade se encontra.

Os exemplos que os adultos dão são de uma incongruência total. Exigem o cumprimento de regras aos filhos e quanto não pagam impostos, andam a cima do limite na estrada, atravessam a rua fora da passadeira etc

O principal indicador do ‘certo e errado’ é o nosso próprio exemplo.”

É uma resposta que a mim abriu um leque enorme de questões, que tinha e não sabia.”

 

Depois de leres o artigo, deixa-nos um comentário em baixo, sobre o que achaste da resposta da Mia. 

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